Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente do grupo Silvio Santos Luiz Sandoval apontou Wilson Roberto de Aro, ex-diretor financeiro do banco PanAmericano, e o contador Marco Antônio Pereira da Silva, como os dois responsáveis pelo rombo de R$ 2,5 bilhões na instituição financeira.
A informação foi publicada ontem pelo jornal "O Estado de S.Paulo", a quem o executivo concedeu entrevista. O conteúdo das declarações foi confirmado pelo advogado Alberto Zacharias Toron.
Braço direito do apresentador Silvio Santos, com quem trabalhou durante 40 anos, Sandoval pediu demissão da presidência do grupo em novembro deste ano, após o escândalo vir à tona.
Toda a diretoria do banco foi afastada por conta de maquiagem no balanço contábil, que causou o rombo de R$ 2,5 bilhões, coberto com empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).
Na entrevista, Sandoval afirma ter tomado conhecimento da fraude ao receber um telefonema de Rafael Palladino, ex-presidente do banco, em 16 de setembro.
Sandoval foi até o banco após Palladino dizer, por telefone, que se tratava de "coisa séria". E que, ao convocar a diretoria, percebeu que "eles [os diretores] começaram a me enrolar".
Os diretores, incluindo Wilson de Aro, da área financeira, teriam dito a Sandoval que a diferença contábil era decorrente de "erro".
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