A Eletrobras convocou assembleia extraordinária de acionistas para o dia 11 de janeiro, com a finalidade de colocar em avaliação a proposta de aumento de capital da companhia. Hoje, o valor do aumento de capital seria de R$ 5,084 bilhões, mas esse montante terá correção pela Selic até a data da assembleia. Pelos valores de hoje, o capital da empresa passaria de R$ 26,15 bilhões para R$ 31,24 bilhões.
O aumento de capital, porém, não significa caixa para a empresa. Isso porque se trata de uma subscrição particular, na qual a União e o BNDES, os dois maiores acionistas da Eletrobras, vão integralizar suas fatias com a conversão de créditos detidos na forma de Adiantamentos para Futuro Aumento de Capital (Afacs). Os Afacs foram concedidos para investimentos realizados na aquisição de participação acionária na CEEE e CGTEE, ambas elétricas do Rio Grande do Sul, em linhas de transmissão no Ceará e Bahia e para a hidrelétrica de Xingó, que começou a ser construída em 1987. Como remuneração pelos recursos aportados, a União recebe a taxa Selic, hoje em 10,75% ao ano. Segundo a Eletrobras, uma das vantagens da capitalização será eliminar as despesas financeiras provocadas por essa atualização pela Selic, que vêm tendo impacto negativo sobre o resultado da empresa.
De acordo com comunicado distribuído ao mercado, o número de ações a serem emitidas vai equivaler ao montante dos Afacs dividido pela média das cotações médias registradas na BM&FBovespa nos 30 pregões anteriores ao dia da assembleia (11 de janeiro), ponderada pela quantidade de ações negociadas. A emissão será proporcional à composição do capital social, ou seja, 79,93% em ON e 20,07% em PNB. As ações serão emitidas sem valor nominal e não haverá parcela destinada à reserva de capital.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário