terça-feira, 16 de março de 2010

IPO da OSX, de Eike Batista, levanta dúvidas

A maioria dos analistas e gestores de recursos com quem falei nos últimos dias tem a seguinte opinião sobre a abertura de capital da OSX, a quinta companhia do empresário Eike Batista a ir para a bolsa: o negócio é excelente, mas o preço por ação indicado no prospecto do IPO é alto demais. A estreia das ações no mercado está prevista para dia 19.

A OSX é uma empresa de construção naval, cujas receitas virão da construção de plataformas para companhias como a Petrobras e a OGX, também controlada por Eike. O setor está em plena expansão. Além disso, a empresa já fechou contratos para vender 48 plataformas para a “irmã” OGX. Isso conta a favor da companhia.

O problema é que, por enquanto, a OSX é um projeto. O estaleiro que vai fabricar as plataformas será construído em Santa Catarina, perto de Florianópolis. Ainda assim, o preço por ação pedido no prospecto do IPO é equivalente ao de concorrentes estrangeiras já estabelecidas. “É até difícil comparar a OSX internacionalmente porque ela ainda não produz nada”, diz um gestor.

O preço da ação da OSX ainda não está fechado: o período de reserva dos papéis termina amanhã e o preço será divulgado na quarta-feira. Isso significa que o valor poderá ficar fora da faixa indicada no prospecto, de 1 000 a 1 333,33 reais .

Eike Batista já abriu capital de quatro empresas: MMX (mineração), LLX (logística), OGX (petróleo) e MPX (energia). Com exceção da última, cuja ação está num preço inferior ao do IPO, as demais deram bons retornos aos investidores.

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