sexta-feira, 26 de março de 2010

Ação da Telebrás desaba, mas acumula ganho de 16.830% no governo Lula

As ações ordinárias da Telebrás despencaram nos últimos 45 dias na Bovespa, mas ainda acumula alta de 16.830% no governo do presidente Luiz Inácio Lula do Silva (até ontem), segundo estudos da consultoria Economática.

Os papéis da companhia chegaram a acumular valorização de 35.072% no governo Lula, até o dia 8 de fevereiro. De lá para cá, soma desvalorização de 51,9% (até ontem). Os ganhos da empresa na Bovespa foram revelados em reportagem da Folha.

Segundo estudo da Economática, as ações perderam 39,1% apenas em março. No ano, no entanto, o desempenho ainda é positivo em 79,7%, sempre considerando a cotação de ontem.

Nesta semana, as ações registraram fortes quedas após nota divulgada pelo Tesouro Nacional condenando a reativação da Telebrás pelo governo Lula para gerir seu programa de banda larga.

É a segunda autoridade do governo a se opor à ideia. Na semana passada, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, já levantara publicamente restrições a que a estatal seja reativada.

A medida é defendida pelo Ministério do Planejamento e pela Casa Civil.

Dirceu

Em dezembro de 2009, o governo conseguiu, na Justiça, que a rede de 16 mil quilômetros de fibras ópticas que estava na massa falida de outra empresa com participação estatal, a Eletronet, passasse para as estatais do setor elétrico.

Com a decisão, fortaleceu-se a ideia do governo de usar a Telebrás como gestora dessa rede de fibras, para atuar no mercado a fim de massificar o acesso à internet em alta velocidade, com preços menores do que os cobrados hoje pelas empresas privadas no setor.

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