segunda-feira, 15 de março de 2010

GP assume a Parmalat

Conforme Primeiro Lugar antecipou em fevereiro, a GP Investments, um dos maiores fundos de private equity do país, assumiu o controle das operações de leite da Laep, do investidor Marcus Elias. A GP, que já é dona do laticínio Leitbom, passa a ter 60%da nova empresa, que tem a Parmalat como principal marca. A Laep ficará com 40% da companhia, que por enquanto está sendo tratado pela GP como um “consórcio operacional”.

De acordo com fontes ouvidas por EXAME, o receito dos executivos da GP é que os passivos da Parmalat, que se encontra em recuperação judicial, possam contaminar seus negócios.

A Parnalat enfenta dificuldades desde que abriu seu capital, em 2007. Desde então Marcus Elias procura saídas. Desde o fim do ano a venda da operação ou de parte dela tornou-se inevitável. Elias chegou a acertar detalhes da venda para a JBS Friboi, da família Batista. Mas, pouco antes de fechar o negócio, uma divergência sobre valores provocou uma séria discussão entre os empresários e o negócio foi desfeito.

De acordo com as informações da GP, a associação ntre as duas empresas engloba a | Leitbom (companhia controlada pela), e as companhias Glória e Ibituruna (controladas pela Laep). Juntas, as empresas têm oito fábricas em quatro estados.

Batista, motivada por uma tentativa de mudança de preço de última hora, pôs fim às negociações.

A GP, que já controlava o laticínio LeitBom, reforça sua posição no setor com uma das marcas mais tradicionais de leites do mundo. O fundo deverá ficar com 60% das ações da empresa, enquanto a Laep, de Marcus Elias, manterá cerca de 40% de participação. A gestão ficará toda a cargo da GP.

Nem Laep, nem GP explicam como fica a parte da Parmalat que se encontra em recuperação judicial. De acordo com fontes ouvidas por EXAME, elias mantém essa parte problemática do negócio, bem como as fábricas de biscoitos, a Integralat (empresa de administração de fazendas) e a rede de sorveterias.

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