Gastos resistentes
Ao mesmo tempo, a mineradora não conseguiu controlar os gastos de modo a anular a queda da receita. "É importante ressaltar que houve uma perda de eficiência operacional no 1º trimestre, visto que os custos passaram a representar 52% da receita bruta, contra 45% no trimestre anterior", afirma o analista Rodrigo Ferraz, que assina o relatório da Brascan.
O resultado foi um resultado operacional mais fraco que o esperado. O ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), por exemplo, somou 5,446 bilhões de reais. A cifra é 17% menor que a estimativa da Brascan, e também 17% inferior ao do último trimestre de 2008. Em relação ao início do ano passado, o recuo foi de 18%.
O lucro líquido - 3,151 bilhões de reais - ficou dentro do esperado pela corretora. Em relação ao primeiro quartil de 2008, o recuo foi de 1%. No comparativo com o final do ano, quando o lucro foi de 2,441 bilhões de reais, houve avanço de 29%.
A corretora também mostra preocupação com o peso da China na carteira de clientes da Vale, que passou de 42% para 61% entre dezembro e março. Para a Brascan, embora represente um alívio de curto prazo, a maior dependência chinesa "aumenta o risco para a empresa, uma vez que não vemos, no médio prazo, uma recuperação significativa para três de seus grandes mercados: a Europa, os EUA e o Japão".
A Brascan afirma que deve rever as projeções para a Vale, a fim de incorporar os novos dados do balanço e da economia. Por ora, a corretora mantém a recomendação de outperform (desempenho acima do mercado) para as ações da Vale, com preço-alvo de 52,07 reais por papel - o que indica um potencial de alta de 57% sobre o fechamento desta quarta-feira (6/5).
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