quarta-feira, 13 de maio de 2009

Corretora do Santander eleva preço-alvo da Petrobras após balanço

Apesar de registrar queda no lucro líquido, empresa conseguiu manter investimentos em projetos como o pré-sal e a atrair investidores internacionais
| 12.05.2009 | 17h38

Portal EXAME -
A queda do lucro da Petrobras não impediu a corretora do Santander - que trabalha de modo independente do banco - de elevar o preço-alvo das ações da companhia. A instituição aumentou a projeção para as ações preferenciais da estatal (PETR4, sem direito a voto) de 33 para 48 reais. Isso indica um potencial de alta de 46% sobre os 32,87 reais com que os papéis fecharam nesta segunda-feira (11/5). Ontem, a Petrobras divulgou um lucro líquido de 5,8 bilhões de reais no primeiro trimestre. A cifra é 20% menor que a do mesmo período do ano passado.

No relatório, a corretora elencou uma série de motivos para justificar a elevação. Entre eles: 1) contínuo interesse de investidores globais do setor de energia, que veem menos riscos em investir na empresa; 2) a Petrobras passou a ser considerada uma importante empresa petrolífera no cenário global, não apenas no Brasil; 3) a empresa é uma das únicas no mundo capaz de investir em promissores projetos como o pré-sal, mesmo durante o recente ciclo de baixa no preço do petróleo; e 4) alta capacidade para armazenar reservas.

Entre os riscos, o Santander apontou a queda do preço do petróleo, as mudanças no regime de impostos e a demora para o início de funcionamento das novas plataformas. "A Petrobras adotou a política de manutenção de preços alinhados com o cenário internacional a longo prazo, o que pode implicar numa dificuldade para maximizar o fluxo de caixa da companhia", afirmou a corretora.

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