quinta-feira, 21 de maio de 2009

Lucros da Cesp e da CPFL no 1º trimestre sobem

14 de Maio de 2009 | 08:00

Companhia Energética de São Paulo (Cesp) registrou lucro líquido de R$ 139 milhões no primeiro trimestre de 2009, o que representa uma alta 146% sobre o mesmo período do ano passado. A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) cresceu 72,8%, na mesma base de comparação, para R$ 462,9 milhões no período. Entre janeiro e março de 2009, a receita líquida avançou 13,7% e totalizou R$ 669,2 milhões.

CPFL A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 283 milhões nos três primeiros meses de 2009, o que representa um crescimento de 6,5% ante os ganhos apurados em igual intervalo do ano passado. A receita líquida da companhia no período caiu 3,7%, para R$ 2,392 bilhões e o Ebitda totalizou R$ 659 milhões, leve alta de 2% no período.

O presidente da CPFL Energia, Wilson Ferreira Júnior, afirmou que os reajustes tarifários no segmento de distribuição impulsionaram o resultado do início deste ano. No fim de 2008, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reajustou as tarifas da concessionária CPFL Piratininga. Recentemente, a agência reguladora atualizou o valor cobrado na conta de luz das distribuidoras de Jaguariúna e da CPFL Santa Cruz.

Entre as classes de consumo, as vendas para o segmento residencial e comercial aumentaram, respectivamente, 8,7% e 6,6% entre janeiro e março de 2009, ante igual período de 2008. Segundo o executivo, são três os fatores que explicam esse comportamento no mercado residencial: a temperatura média mais elevada na comparação com a mesma época do ano passado; as fortes vendas de eletrodomésticos e televisões no Natal do ano passado; e o fato de as pessoas terem passado um maior tempo em suas casas por conta dos efeitos da crise econômica.

"Em 30 anos do setor, nunca observei um desempenho tão forte no segmento residencial", destacou Ferreira Júnior. Em contrapartida, as vendas das distribuidoras para o setor industrial recuaram 7,9%, refletindo a desaceleração da economia.

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