presidente dos EUA, George W. Bush, fez um apelo nesta quarta-feira (24) para que o Congresso aprove o plano de resgate da economia. Ele afirmou que o problema é grave e que, caso o plano de ajuda de US$ 700 bilhões não seja aprovado, a economia real - incluindo os empregos dos cidadãos americanos - podem ser postos em perigo.
George W. Bush se esforçou para mostrar que a ajuda não se destina a Wall Street, mas sim a proteger a economia e o contribuinte norte-americanos. Ele afirmou, por exemplo, que a "ação dramática do governo" é necessária neste momento e que, normalmente, acredita que "empresas que tomam más decisões devem sair do mercado". "Mas não estamos em uma situação normal", frisou.
Longa recessão
Caso a ação não seja imediata, afirmou Bush, mais bancos podem ir à falência, mais consumidores podem ter a hipoteca encerrada, a queda das ações pode reduzir o valor de planos de previdência e empregos podem ser fechados. Ele foi enfático ao dizer que, se a dificuldade de crédito persisitr na economia, o país pode enfrentar "uma longa e dolorosa recessão".
Bush explicou que o governo americano é a única entidade com "capacidade e paciência" para tirar do mercado os produtos financeiros de má qualidade, alavancados nos empréstimos imobiliários norte-americanos. A idéia do governo é reduzir a conta de US$ 700 bilhões vendendo parte desses papéis mais tarde, quando eles se valorizarem.
De acordo com Bush, é necessário que esses papéis saiam de circulação para garantir o bom funcionamento dos bancos, que assim poderão voltar a conceder empréstimos para financiar casas, automóveis e crédito estudantil. "A não-aprovação desse projeto agora vai custar muito mais depois", avisou.
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