O banco central da China elevou a taxa básica de juros nesta terça-feira, o segundo acréscimo em pouco mais de um mês, intensificando a luta contra a inflação.
O momento da alta, no último dia do feriado do ano-novo chinês, foi uma surpresa, mas os investidores esperavam um aperto monetário maior há muito tempo, enquanto Pequim enfrenta dificuldades para conter as pressões inflacionárias e afastar uma bolha no mercado imobiliário.
As taxas de depósito serão elevadas em 0,25 ponto percentual, para 3%, e as taxas de financiamento também serão elevadas em 0,25 ponto, para 6,06%. As mudanças entram em vigor em 9 de fevereiro.
Embora tenha desacelerado para 4,6% em dezembro, a inflação deve voltar a subir em janeiro, com a alta dos preços de alimentos.
É a terceira elevação de juros desde que a China começou o ciclo de aperto, em outubro.
"Eu não achava que isso (a alta dos juros) aconteceria hoje, mas não importa o que você acha que acontecerá hoje ou amanhã. Você sabe que as taxas de juros subirão", disse Mike Lenhoff, estrategista-chefe da Brewer Dolphin, em Londres.
A retórica anti-inflacionária do BC chinês nos últimos meses preparou os investidores para mais ações de aperto monetário e, mesmo com a última medida, muitos acreditam que haverá ainda mais.
Uma pesquisa da Reuters em dezembro mostrou que economistas esperam uma alta para 3,25% nas taxas de depósito até junho.
Mesmo que a política mais apertada possa limitar o crescimento da China e prejudicar o mercado de ações do país, muitos analistas acreditam que a desaceleração econômica será moderada.
A China também está elevando juros no momento em que as taxas dos Estados Unidos e da zona do euro estão em mínimas recordes, uma marca de confiança de que a economia chinesa, a segunda maior do mundo, está em terreno sólido.
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2011/02/08/china-eleva-juros-novamente-para-combater-inflacao.jhtm
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