terça-feira, 1 de junho de 2010

Roberto Setubal e Pedro Moreira Salles pagam para encerrar processo da CVM

O presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, pagará 267 600 reais para se livrar de um processo administrativo da CVM, órgão que regula o mercado de capitais brasileiro. Ele foi investigado por ter adquirido ações da Itaúsa, holding que controla o banco, no fim de outubro de 2008 — dias antes de anunciar a fusão com o Unibanco. Segundo a CVM, o valor a ser pago por Setubal equivale ao dobro do ganho potencial obtido por ele nas operações.

O presidente do conselho do Itaú Unibanco, Pedro Moreira Salles, também vai sentir no bolso os efeitos das investigações da CVM. Junto com outros dois administradores do Unibanco, Salles pagará 450 000 reais para extinguir um processo semelhante, que questionava o aumento do limite de recompra de ações do Unibanco aprovado na mesma época, dias antes da formação do Itaú Unibanco.

Atualização

Em nota, a assessoria de imprensa do Itaú Unibanco afirmou que “as aquisições das ações da Itaúsa por Roberto Setubal fazem parte de investimento habitual e legítimo do mesmo e se justificam em virtude do contexto da época, em que os preços das ações das empresas caíram abruptamente, incluindo as da Itaúsa”. No caso do Unibanco, a assessoria diz que as recompras das próprias ações foram uma forma de defesa às fortes oscilações ocorridas por causa da crise internacional em outubro de 2008. “Considerando os pequenos valores envolvidos e a fim de resolver rapidamente a questão, os quatro executivos optaram por celebrar o Termo de Compromisso com a CVM”, diz a nota.

Nenhum comentário: