quinta-feira, 29 de outubro de 2009
KKR prepara desembarque no Brasil
O fundo de private equity americano Kohlberg Kravis Roberts (KKR), o quarto maior do mundo, se prepara para desembarcar no Brasil. John Pfeffer, um dos sócios da empresa, aumentou a frequência das viagens ao Brasil desde o começo de 2008. Antes, vinha duas vezes por ano. A partir de janeiro do ano passado, passou a ser visto por aqui a cada dois meses. "Gostaríamos de investir no Brasil ainda em 2009 ou, no máximo, em 2010", diz Pfeffer, que está aprendendo português há um ano. Hoje a única ligação do KKR com o mercado local é indireta. O fundo tem uma participação no grupo americano de educação Laureate, que no Brasil controla a Universidade Anhembi Morumbi, entre outras. O KKR geralmente fecha negócios entre 250 milhões e 750 milhões de dólares, mas está considerando investimentos um pouco abaixo desse patamar no Brasil. Os setores tidos como mais atraentes são consumo e varejo, serviços financeiros, energia, infraestrutura, saúde, imobiliário e agricultura - esse último, um segmento pouco explorado pelo KKR no restante do mundo. "Quando você analisa o Brasil, é preciso olhar para a agricultura por razões óbvias", diz Pfeffer. Por enquanto, não há planos de abrir um escritório no país. O dinheiro previsto para o investimento sairá do fundo global, que tem 17,6 bilhões de dólares. Tradicionalmente, o KKR atuou na América do Norte e na Europa. A decisão de entrar nos grandes mercados emergentes foi tomada há poucos anos. O primeiro investimento na China ocorreu em 2007 e a estreia na Índia aconteceu em 2008. Para a Ásia, o KKR já tem um fundo próprio, com 4 bilhões de dólares em caixa. Para mais detalhes a respeito do setor de private equity, leia a matéria que será publicada na edição de EXAME que começa a circular a partir de quinta-feira, 29.
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