Para analistas, Gerdau e CSN podem até anunciar perdas no balanço do quarto trimestre
| 17.02.2009 | 09h33
Crise global deve novamente mostrar sua força nos próximos dias, quando serão divulgados os resultados das siderúrgicas referentes ao quarto trimestre de 2008. As corretoras estão prevendo grandes perdas, mas não há um consenso sobre qual será a empresa mais impactada.
Para o Unibanco, o título ficará com a Gerdau. A expectativa da corretora é de forte queda na receita líquida em relação ao terceiro trimestre (-29,5%), com redução de 31% no volume de vendas, "evidenciando um profundo recuo na demanda em todos os mercados nos quais a companhia opera". Além do Brasil, a Gerdau mantém negócios nos Estados Unidos, Canadá, Europa e América Latina.
Apesar de tudo, para a corretora Socopa, a Gerdau é hoje a empresa mais promissora do setor de siderurgia. Em sua avaliação, a demanda por aços longos nos próximos meses deve superar a de aços planos, embora ambas devam diminuir. Os investimentos dos governos brasileiro e americano em infra-estrutura e no setor imobiliário, destaca a Socopa, deverão sustentar a procura por aços longos, enquanto os aços planos provavelmente continuarão sofrendo com a queda de produção principalmente da indústria automobilística.
Enquanto a Gerdau concentra seus negócios em aços longos, voltados para a construção civil, CSN e Usiminas produzem aços planos, muito utilizados na fabricação de carros, geladeiras e fogões. Mesmo com o mercado desaquecido, as corretoras ainda recomendam as ações das duas empresas para investimentos de longo prazo.
O ponto forte da CSN, de acordo com a Socopa, está em sua confortável posição de caixa após a venda de parte da Namisa por 3 bilhões de dólares, além de sua baixa exposição à variação de preços do minério de ferro, já que a empresa é dona das mineradoras Casa de Pedra e Namisa. A corretora, ao estimar o resultado para o trimestre, contabilizou o ganho de equivalência patrimonial com o aporte de capital na Namisa, o que fez saltar para a casa dos bilhões os lucros da empresa no trimestre. Com isso, há a possibilidade de a empresa distribuir 2,2 bilhões de reais em dividendos, segundo cálculos da corretora.
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