O governo argentino ameaçou ontem rescindir o contrato com a concessionária de energia elétrica Edesur, na qual a Petrobras tem participação de 27,3%.
O ministro de Planejamento do país, Julio De Vido, vem culpando a empresa por uma série de blecautes que atingiram bairros de Buenos Aires e da região metropolitana na última semana, quando o calor provocou uma demanda recorde para a companhia.
A falta de energia durante as festas de fim de ano geraram protestos e um desgaste político para o governo, que tenta transferir a responsabilidade para as concessionárias.
Segundo o ministro, não houve falhas na geração nem na transmissão de energia e não há justificativa para a dimensão dos blecautes, que causaram problemas em ao menos dez bairros da capital.
Em entrevista a uma rádio local, ele afirmou que haverá "uma revisão muito forte da relação contratual com a Edesur", e que "há risco de rescisão".
A empresa distribui energia em toda a zona sul de Buenos Aires e em parte dos municípios vizinhos, atendendo a mais de 2,3 milhões de clientes. O controle da companhia está nas mãos da italiana Enel.
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