O Deutsche Bank começou a cobrir as ações de cinco incorporadoras brasileiras. O banco alemão justifica a análise do setor dizendo que há “condições favoráveis da indústria para apoiar o mercado de habitação no Brasil” As principais: o aumento da demanda sustentada por um grande déficit habitacional, o crescimento da renda da população, a melhoria das condições macroeconômicas, disponibilidade de incentivos para todos os segmentos de renda e programas públicos para apoiá-los, como o Minha Casa, Minha Vida – para o banco, esses programas devem continuar depois das eleições, qualquer que seja o vencedor.
As empresas que passaram a ser analisadas são MRV, PDG, Rossi, Gafisa e Cyrela. O analista Esteban Polidura, do Deutsche, recomenda a compra das ações das três primeiras e diz que o papel com maior potencial de valorização é o da MRV. Segundo ele, a expectativa é que a empresa apresente receita líquida de 2,6 bilhões de reais em 2010, um crescimento de 55% em relação ao ano anterior. “O ritmo de crescimento da MRV deverá continuar a superar a média de seus pares, devido ao amplo apoio político para os projetos ligados ao Minha Casa Minha Vida”, diz o banco. Para o Deutsche, o potencial de valorização das ações da MRV é de 40% nos próximos 12 meses, com preço alvo de 21 reais.
A indicação de compra para PDG e Rossi também se deve ao mercado de baixa renda: para o Deutsche, as duas incorporadoras têm conseguido crescer nesse segmento ao mesmo tempo em que aprimoraram a tecnologia de construção em larga escala. Espera-se que a Rossi cresça 39% neste ano e a PDG, 51%. O potencial de valorização dos papeis é 25% e 34%, respectivamente, com preço alvo de 20 reais e 25 reais.
O analista do banco não vê potencial para a Cyrela e para a Gafisa porque, para ele, as empresas não têm conseguido aumentar suas margens de lucro e devem ter crescimento menor nos próximos 12 meses.
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