sexta-feira, 21 de agosto de 2009

BM&F Bovespa negocia com as bolsas do Chile e da Colômbia


A BM&F Bovespa está em fase final de negociação para fechar parcerias com as bolsas do Chile e da Colômbia. Os acordos vão permitir que pessoas físicas e investidores institucionais, como fundos de investimento e de pensão, chilenos e colombianos negociem ações e contratos futuros na bolsa brasileira por meio de suas corretoras locais. E vice-versa: ou seja, que os brasileiros possam fazer o mesmo nas bolsas desses países.

Para sair do papel, os acordos precisam ser aprovados pelos órgãos reguladores do mercado de capitais dos países. "As bolsas já se conversaram. Agora, falta a aprovação regulatória e fazer a integração tecnológica", disse Paulo Oliveira, diretor executivo da BM&F Bovespa, que esteve na Colômbia nos últimos dias, onde deu uma palestra sobre mercado de capitais e se encontrou com o presidente do país, Alvaro Uribe.


A BM&F Bovespa também negocia parcerias com as bolsas do Peru, da Argentina e do México. "Queremos que esses acordos desenvolvam os mercados da região e também gerem mais negócios para a bolsa brasileira", diz Oliveira. No passado, a Bovespa chegou e fechar um acordo desse tipo com a bolsa do México, mas, segundo Oliveira, o projeto não foi para a frente porque houve dificuldades regulatórias.


Hoje, a BM&F Bovespa domina, com folga, o mercado de capitais latino-americano: responde por 80% do volume de negócios com ações e por 90% do mercado de derivativos na região. "Nossa inteção não é comprar bolsas vizinhas, mas crescer por meio de parcerias", diz Oliveira.

As negociações com as bolsas da América Latina fazem parte de uma estratégia mais ampla de expansão internacional da BM&F Bovespa, que é a quarta maior bolsa do mundo em valor de mercado (leia a capa da última última EXAME sobre isso). Logo que assumiu a presidência da BM&F Bovespa, em 2008, Edemir Pinto falou sobre os planos internacionais.

Neste ano, a bolsa reformulou e ampliou seus escritórios em Nova York e Xangai e abriu um escritório em Londres. "Queremos passar a vender produtos específicos para os investidores desses mercados. Por exemplo: ações para fundos de pensão, contratos futuros para quem busca hedge e assim por diante", diz Paulo Oliveira.

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