terça-feira, 30 de novembro de 2010

Grupo Silvio Santos compra parte da Tele Sena no PanAmericano

O Grupo Silvio Santos comprou a fatia da Liderança Capitalização, que responde pela criação e lançamento da Tele Sena, no banco PanAmericano no último dia 17, segundo comunicado divulgado na segunda-feira. A operação ocorreu aproximadamente uma semana após a instituição financeira anunciar um rombo que exigiu um aporte de R$ 2,5 bilhões do grupo do apresentador do SBT.

De acordo com o comunicado, a holding adquiriu 60.983.906 ações ordinárias e nominativas do PanAmericano que pertenciam à Liderança Capitalização, aumentando sua participação no banco de 12% do capital social para cerca de 37%. A emissora da Tele Sena deixou de fazer parte da estrutura societária do banco.

"A aquisição não objetiva alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da companhia, tratando-se, apenas, de mera reorganização societária dentro do Grupo Silvio Santos", afirmou o PanAmericano em nota.

Problemas contábeis

O PanAmericano anunciou em 9 de novembro que o Grupo Silvio Santos, seu controlador, iria aportar R$ 2,5 bilhões na instituição para restabelecer o equilíbrio patrimonial e a liquidez, após "inconsistências contábeis" apontadas pelo Banco Central. A autoridade monetária não forneceu detalhes, mas um processo administrativo de investigação vai apurar a origem e os responsáveis pelo problema de falta de fundos.

A injeção de recursos no banco foi feita por meio do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que é uma entidade sem fins lucrativos que protege os correntistas, poupadores e investidores. São as instituições financeiras que contribuem com uma porcentagem dos depósitos para a manutenção do FGC - sem recursos públicos. A holding do Grupo Silvio Santos colocou à disposição empresas como o SBT e a rede de lojas do Baú da Felicidade, entre outras, como garantia pelo empréstimo, que tem prazo de dez anos.

Especializado em leasing e financiamento de carros, o PanAmericano teve 49% do capital votante vendido para a Caixa Econômica Federal em dezembro de 2009, por R$ 739,2 milhões. O presidente do BC, Henrique Meirelles, a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, e as empresas de auditoria que não verificaram o rombo devem prestar esclarecimentos à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Com autorização do BC, as atividades das lojas e o atendimento ao público continuam sem problemas, segundo a instituição.

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